Guerra dos Sexos

Essa onda de remakes no Brasil rendeu grandes produções, a exemplo daquela que começou, "Ti Ti Ti" que Maria Adelaide Amaral fez um excelente trabalho, mesmo dando um protagonista para Murilo Benício, após isso, veja, fora criado até um novo horário de novelas que, se beneficiando do horário das onze horas da noite, pôde mostrar as cenas violentas de "O Astro" de Daniel Filho em 2011 e as (mais que ousadas) cenas de "Gabriela" de Walcyr Carrasco ano passado. Mas a festa estava muito boa, tudo muito bom, os convidados (que somos nós) muito felizes, e a produção da festa dando pulos, até o dia em que Silvio de Abreu resolveu que faria um remake da sua própria novela, sucesso de 1983. O problema? Pensar que essa ideia poderia dar certo, ainda mais na cirscunstância de que teria que substituir, louvar os pontos de ibope e a qualidade artiística e textual deixada no horário por "Cheias de Charme", mas se nem Glória Perez (que continua achando sua novela o máximo) conseguiu substituir a revolucionária "Avenida Brasil", quem é Silvio de Abreu para competir no horário das sete, que até então, era dominado pelas empregadas da classe C?

É claro que não há o que questionar com a história da novela, até porque, esse texto foi feito em 1983, e as poucas modificações foram o final, os ajustes que faltaram no passado por causa da ditadura, como o final dos vilões que se não escaparam, se redimiram e as injeções de drogas na personagem de Guilhermina Guinle, que na época não podia fumar, nem beber. No entanto há muitas reclamações da minha parte para Silvio de Abreu, porque ja esta mais do que claro que esses grandes escritores ja esgotaram suas doses de criatividade, e isso não foi visto aqui, ja vem lá de "Passione", que era evidente que o cara que escreveu "Belíssima" e "Rainha da Sucata" (só clássicos como vocês podem ver), não é mais o mesmo. Até porque o que vimos em "Passione" foi o pior uso de Mariana Ximenes, Aracy Balabanian, Fernanda Montenegro e Tony Ramos.
O maior problema no texto do Silvio, é ainda achar que as piadas que talvez funcionaram em 1983, poderiam funcionar agora, que os mesmos relacionamentos demorados poderiam atrair público para a frente da TV, isso não funciona mais, tanto eu quanto o público que rende ibope, se acostumou com tramas rápidas, personagens que se desenvolvem muito mais rápido em cenas e situações novas, como o lixão de "Avenida Brasil". A única coisa que continuou funcionando desde 83, foram os figurinos belíssimos, mas foi só.
No elenco, veja só, outra decepção, porque quem um dia pensou que veríamos um Edson Celulari tão perdido em cena e abalado com o divórcio, sem saber se seria mesmo um crianção ou um adulto, é claro que agente sabe que o personagem transmitia essa ideia, mas certas cenas beiravam o ridículo, senão o patético. Outra decepção foi ver uma Glória Pires sem saber o que fazer numa novela de comédia, mas a culpa não é dela, porque para fazer sua grande volta as novelas, Glória entrou no elenco daquela novela irritante e patética que Gilberto Braga pôs no ar com o nome de "Insensato Coração", que a única coisa que se aproveitava lá era a enorme simpatia e esforço de Deborah Secco, mas só, fazendo Glória Pires desaprender a interpretar um personagem longo e de qualidade. É triste ver quando uma novela revela pouca gente boa para o mundo do entretenimento, a começar com Raquel Bertani, que interpretou muito, mas muito mal mesmo uma personagem muito fácil que era Analú, nãõ exigia muito esforço prático para pôr uma personagem daquela em cena, era simples e objetivo. Mas o pior mesmo fica com Jesus Luz, que consegue ser muito pior que Igor Ickli (o Alberto de "Flor do Caribe"), coisa que até uns dias atrás considerava impossível, por isso peço encarecidamente que da próxima vez que Madonna vier ao Brasil, que ela traga um namorado do país mais remoto possível, menos do Brasil, ou da América Latina. Felizmente, tivemos gente boa se revelando, que é o caso de Antonia Morais, a filha de Gloria Pires, que com certeza herdou todo o talento da mãe, mas que promete fazer sua carreira sozinha, melhor do que a mãe? Isso quem dirá é o tempo. Por último, Thalita Lippi, outra que veio do BBB, promete nos chamar atenção, não tanto como Grazi fez, e esta fazendo, mas na medida do possível.
Quem se destacou mesmo foi: Tony Ramos (Otávio), Irene Ravache (Charlô), Mariana Ximenes (Juliana), Mayana Moura (Veruska), Guilhermina Guinle (Manoela), Jesuela Moro (a única criança da novela), Debora Olivieri (Semírames) e Marilu Bueno (ótima como sempre na pele de Olívia). Mas como você sabe, sempre gosto de destacar aqueles que deram mesmo o melhor de si e mostraram realmente que poderiam fazer essa novela ficar boa em alguns capítulos. A primeira que merece meu destaque é Luana Piovani, que mesmo sendo causadora de muitos barracos nas redes sociais, mostrou que é uma ótima atriz. E a melhor de todas e de todos foi Drica Moraes, que mesmo em meio a tanta gente incompetente, fez seu retorno triunfal a televisão, nos mostrando que quando queremos, vencemos e podemos fazer qualquer coisa. Porque Drica Moraes mostrou que além de ser uma excelente atriz, é um ser humano e uma mulher de fibra.
Não pretendo ver erros assim se repetirem de novo, ainda mais num horário tão divertido como é o das sete horas, até porque, aqui, eu só assistia para ver Irene,Tony,Luana e Drica, porque nem mesmo a clássica cena do café da manhã conseguiu me empolgar do jeito que me empolguei com a cena original.
Ah, e mais uma coisa,  Hilda Rebello (mãe de Jorge Fernando, o diretor de núcleo da novela), tem talento para mais do que apenas apitar um apito por praticamente, os 150 capítulos.
Nota: 6,5

1 comment:

  1. Eu gostava mais do blog qdo o foco era cinema... agora parece meu perdido, sei lá, parece que vocês querem falar sobre tudo!!!!!!! Sinceramente, acho melhor vcs repensarem... se pq pra um blog sobre CINEMA vcs andam falando d+ de TV e programinhas...

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