Sete Psicopatas e Um Shih Tzu

Sempre que um diretor faz um ótimo filme de início de carreira, sempre surge uma certa desconficança quando é anunciado que esse diretor vai lançar um novo filme em breve. Só que felizmente nesse caso, Martin McDonagh faz um filme tão bom quanto seu primeiro, "Na Mira do Chefe" com Collin Farrell e Brendan Gleeson. Aqui, ele chega a ser tão bom,tão original quanto "Na Mira Chefe",porque se la, nós (o público) riamos de coisas patéticas e ridículas, aqui, Martin nos provoca um humor um pouco mais ácido, porém não deixa de fazer muita graça.
Em "Sete Psicopatas e Um Shih Tzu", vemos Marty um cara que teima em ser um roteirista de Hollywood,mas que no momento não possui nenhuma ideia para começar o roteiro de "Sete Pscicopatas". E é aí que entra seu melhor amigo Billy, que coloca um anuncio no jornal a procura de psicopatas para que Marty possa se inspirar na história de alguns para começar a escrever eu roteiro. Mas, o que Marty não sabe é que Billy, juntamente com Hans, sequestra cachorros e os entrega dias depois para pegar a recompensa de socialites de Beverly Hills.  Até ai tudo certo, o problema surge quando a quadrilha de sequestradores de cães (Billy e Hans) sequestram o Shih Tzu de um gângsters da cidade: o temido, porém frouxo Charlie.
Com esta pequena sinopse, você ja pode ter uma ideia do filme que o espera, mas não se engane em pensar que esse é mais um daqueles filmes que os personagens são doidos, a história é mais maluca ainda e os críticos por uma razão sempre desconhecida aplaudem o filme ao fim da exbição sem motivo algum. Não. Pois esse material aqui, tem muita coisa interessante, a começar pela metalinguagem, que é muito competente ao introduzir o espectador  na história, e não conta-la sem fazer que a pessoa que o assiste pense um pouco. Além deste, o recurso de construir bons personagens e criar situações muito escabrosas e esdruxulas ajudam o filme a se desenvolver em cena. Ponto para o roteiro exímio de Martin.
Os atores estão numa sintonia invejável. Começando por Collin Farrell que melhora muito depois de uma morna performace em "O Vingador de Futuro". Aqui, ele mostra que não é apenas um rostinho bonito em Hollywood, pois ele ainda tem muita coisa boa para mostrar, seja num papel cômico ou num dramático que eu espero ver em breve. Woody Harrelson viaja em papéis com a maior facilidade do mundo, desde o policial corrupto de "Um Tira Acima da Lei" passando pela marqueteiro de John McCain na companha eleitoral de 2008 em "Game Change" até o divertido matador de zumbis de "Zumbilândia". Hoje podemos dizer sem culpa ou medo de errar, que Woody é um ator completo, mesmo sabendo que ele ainda pode (e deverá) nos surpreender mais vezes, ainda mais depois de ver "O Mensageiro". E se você acha que Christopher Walken esta velho demais para ainda entregar papéis e personagens de qualidade, esta enganado, pois se  Robert Pattinson ou Adam Sandler tivesse um terço da qualidade de Walken, eles não seriam mais indicados ao framboesa de ouro, e sim, ao Oscar. Neste filme, Walken é o exemplo vivo de que experiência faz um grande ator, porque mesmo Sam Rockwell sendo o melhor deste elenco, ele não deixa a desejar,porque com esse personagem ele tem toda liberdade possível para pôr em prática sua vontade de trabalhar e sua astúcia, que novamente se destaca. Por fim, Sam Rockwell é o melhor de todo o elenco, entregando uma das melhores,mais divertidas,mais viscerais e instigantes performaces de um ator coadjuvante do ano. Ponto.
Antes que vocês me chamem de machista por não falar nada sobre Abbie Cornish ou Olga Kurylenko, gostaria de dizer a vocês que por mais que goste dessas atrizes, elas mal apareceram no longa.
Se você quer assistir um verdadeiro entretenimento e um filme muito doido, o que esta esperando? Vá assistir "Sete Pscicopatas e Um Shih Tzu" agora.
Nota: 10 - Ótimo

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