O Voo

Este filme será para muitos o mesmo que "O Artista" e "O Homem Que Mudou o Jogo" foram ano passado para o público brasileiro - Mais um filme chato de Oscar,que será esquecido em poucas semanas. Ainda mais depois que grandes lançamentos como "Um Bom Dia Para Morrer","G.I.Joe 2: Retaliação" chegaram ao cinemas no Brasil, apartir da última semana de Fevereiro. E esse comportamento é o que reforça ainda mais o pensamento que brasileiro não sabe (e nunca soube) escolher um filme para assistir. Mas, mesmo eu sabendo que os números da bilheteria deste feriado sairão em breve, acredito que "João e Maria: Caçadores de Bruxas" deverá ficar com a segunda ou terceira colocação,ainda mais num final de semana que os filmes infantis são escassos ou de pouco apelo de público como "As Aventuras de Tadeo 3D", e "Os Miseráveis","O Lado Bom da Vida","Lincoln" e (principalmente) "O Voo" vão afundar cada vez mais nos números e penar para chegar nos um milhão de telespectadores.
Whip Whitaker é um dos pilotos mais veteranos e experientes da companhia aérea, mas num dia qualquer o capítão acaba salvando os mais de 100 passageiros presentes no voo. No hospital, após o acidente, Whip passa por exames de sangue e as autoridades descobrem que ele estava sob efeito de àlcool e drogas, no dia que o avião caiu. Então ele vai a jurí do conselho nacional de aviação para saber se ele é o grande culpado,ou é o avião que estava com problemas.
Depois de levar a ImageMovers a falência com os enormes fracassos de "Os Fantasmas de Scrooge" e "Marte Precisa de Mães", Robert Zemeckis volta ao mundo dos filmes com atores em carne e osso,ja que "Scrooge" e "Marte" foram feitos com o efeito que capta os movimentos, assim como foi feito em "As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne" e "Planeta dos Macaos: A Origem". Sendo que felizmente, ele volta melhor de quando que fez "Náufrago" com Tom Hanks,mesmo que la,ele tenha revolucionado vários conceitos,principalmente sobre sobreviência e perspectiva e vida, aqui, ele reinventa os conceitos de moral e consciência, e deixa a nosso cargo julgar o capitão Whip.
O roteiro de John Gatins melhora muito depois do infantilizado "Gigantes de Aço" e do moralista "Coah Carter - Treino Para Vida",porque aqui, temos um roteiro que não só enfatiza o excelente Denzel Washigton,mas que reforça o poder de uma boa peformace para o personagem título de um filme,porque mesmo este longa tendo um bom texto,o filme não conseguiria nem ao menos ser produzida pela Paramonut,quanto mais ser indicado ao dois (merecidos) Oscars sem um ator de ponta.
Por mais que o filme tenha um bom elenco,quem realmente se destaca é Denzel Washigton que novamente não desaponta ao mostrar seu lado dramático e sensível,bem diferente de quando interpretou um bandido barra pesada em "Protegendo o Inimigo". Aqui, ele merece muito a indicação ao Oscar, mas quem sabe num ano mais fraco que esse, ele teria chance de vencer,pois vencer Daniel Day-Lewis por "Lincoln" ou Hugh Jackman por "Os Miseráveis" parece coisa muito complicada. Além de Washigton, Kelly Reilly finalmente começa a receber uns personagens a sua altura,ja que nos filmes que tinha um poquinho mais de relevância,ela era (literalmente) jogada fora de cena toda a hora,como em "Sherlock Holmes" e (principalmente) em "Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras". Seu último grande trabalho foi ao lado de Judi Dench em "Sra. Handerson Apresenta". Neste longa, Reilly mostra que sabe fazer mais que uma donsela em perigo. John Goodman faz outra memorável performace como o amigo fornecedor de drogas para o piloto Whip, se saindo quase tão bem quanto seu papel em "Argo". Goodman é um ator excelente, mas que nunca recebeu uma indicação ao Oscar. Pode isso produção? Don Cheadle ainda não esta na sua melhor forma no cinema. Como ator, eu o prefiro fazendo "House Of Lies". E por fim, nossa querida Melissa Leo merecia um personagem muito melhor que esse,mesmo sabendo que nos poucos minutos que apareceu em cena para questionar Denzel, ela arrasou,como sempre.
Mas nós ainda temos um problema: Você,meu caro cético leitor, depois de assistir esse filme (que apartir de agora você se compromete em assisti-lo), pensa que acabou de ver um longa extremamente moralista e com uma moral tosca sobre redenção no final,mas não,o filme pode até ter esses micro defeitos, mas pense: como seria esse filme sem esse final? Não estou defendendo ninguém,mas o filme fica até com uma qualidade a mais com esse final,que você,injustantemente,tanto julga e reclama.
Nota: 10

0 comments: