O Mestre

Se você é um leitor que conhece e gosta de cinema,provavelmente conhece o estilo de filme de Paul Thomas Anderson,um diretor que tem o costume de fazer filmes difíceis,tensos,perturbadores,minimalistas e chocantes,mas que não deixam de ter qualidades e olha,bota qualidade nisso.
Deste vez,depois de enlouquecer Daniel Day-Lewis e dar-lhe seu segundo Oscar em "Sangue Negro", cruzar várias histórias em "Magnólia" e dar a única indicação (Globo de Ouro de 2003) decente na carreira Adam Sandler, ele vem com seu novo trabalho, "O Mestre", outro filme que enlouquece seu protagonista,só que desta vez o abençoado é Joaquin Phoenix.
Um veterano das forças armadas americana (Joaquin Phoenix), ve sua vida afundar. E num dia, após escapar de ser pego por nativos que o acusam de envenenamento, ele entra num barco que Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman) faz suas pregações e se prepara para casar sua filha. Com a ajuda de sua adorável esposa Peggy Dodd (Amy Adams) ele (Lancaster) é chamado de "Mestre" por todos seus seguidores,ou para você entender melhor,uma verdadeira seita,em que pregações são feitas,mentes são alienadas e mais pessoas se tornam seguidoras.
Além de termos uma história fascinante sobre o que é hoje a cientelogia, temos muitos atrativos que tornam esse filme, um dos melhores do ano, a começar, é claro, pelo trabalho Paul Thomas Anderson que além de escrever, ele também dirige. Como ja disse acima, Paul ja dirigiu filmes excelentes: "Boogie Nights","Embriagado de Amor","Sangue Negro" e agora "O Mestre" e o mais incrível não á a habilidade de fazer um filme melhor que o outro, e sim nunca ter ganhado um Oscar,ainda mais esse ano, que escreve um roteiro realmente brilhante,com diálogos super inteligentes,construindo personagens instigantes e transformando uma história em potencial de se tornar um documentário demasiadamente maçamentee, em algo atraente e muito simpático. Mas o melhor disso tudo (acredite, tem coisa melhor que isso) são os atores: Philip Seymour Hoffman,Amy Adams,Joaquin Phoenix e Laura Dern (numa participação especial) estão numa sintonia perfeita em cena. Philip vem de uma sequencia de filmes bons como "O Homem Que Mudou o Jogo" e "Tudo Pelo Poder" sendo que aqui, ele felizmente repete as boas interpretações que vem fazendo desde que ganhou Oscar com "Capote" em 2006. Amy Adams me convence a cada filme que ela será a próxima Meryl Streep, porque além de nunca ser reconhecida como deveria (são 4 indicações ao Oscar,mas até agora nenhum prêmio), a cada papel ou personagem, ela é um arraso,como se no tempo do filme ela se transformace numa pessoa totalmente diferente,desde freiras,passando por namoradas de lutadores até chegar em esposa de "pregador". Amy é simplesmente uma das melhores (se não a melhor) atriz do seu tempo. Joaquin Phoenix precisava muito desse personagem,principalmente depois da bobagem que ele fez durante o ano de 2009 quando produziu o documentário "I'm Still Here". E para o alívio dos fãs, Joaquin recupera sua boa fase deixada para trás quando estrelou "Johnny & June",sendo aqui ele faz uma performace memorável,surpreendendo quem acreditava que sua carreira estava acabada,como eu.
Então é isso,um filme excelente que não esta sendo reconhecido como deveria,não pela equipe de atores,mas pelo trabalho de Paul Thomas Anderson no roteiro,que novamente faz um trabalho perfeito.
Nota: 10 - Excelente

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1 comment:

  1. Assisti e francamente não gostei!!! O filme não tem fim a história é maçante e vi muitos dos que foram assistir dormirem inclusive meu amigo que é um cinéfilo convicto!!!! gostei das interpretações do Joaquim Phoenix e Amy Adans e só!!!!!! Sueli Fernandes

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