A Hora Mais Escura

Se você é uma pessoa que lê poucos jornais e mal liga a televisão durante o telejornal, certamente não sabe o que siginifca o título original "Zero Dark Thirty",mas se você faz isso tudo e também não sabe o que significa o termo,não se preocupe,você ja vai descobrir. No exército americano, os soldados e generais usam o termo zero dark thirty para assinalar o início da operação na hora mais escura da noite, no entanto a hora exata não pode ser divulgado por questões de segurança.
Obs: Não pense que no Brasil é o mesmo procedimento, porque até o jornal mais fajuto que circula pelas ruas sujas de alguma capital desse páis, sabe a hora que o exército ou as forças armadas saem em missão.
No novo filme de Kathryn Bigelow, vemos Maya uma agente da CIA que não tem amigos e sequer um namorado, mas ela tem um objetivo na vida: encontrar Osama Bin Laden, nem que seja a única coisa que faça na vida. Mas o problema é que, até que todos consigam uma fonte confiável que levem até Bin Laden, Maya terá que passar por cima de grandes chefões da segurança americana para conseguir o que quer.
E ninguém melhor para narrar a história da maior caçada do homem mais procurado do mundo que a brilhante Kathryn Bigelow, que mesmo sendo esnobada do Oscar, mostra que não precisa de muitos prêmios para sempre entregar trabalho com tal qualidade.
O único problema é que "A Hora Mais Escura" fora (e esta sendo) acusado injustamente de fazer apalogia a tortura e muitas outras calúnias feitas pelas produtoras concorrentes para derrubar a única mulher da disputa. Posso até estar sendo feminista, mas eu ainda não consigo acreditar que em 82 anos de Oscar, Kathryn foi a primeira mulher a vencer um Oscar de Direção em 2010.
E ninguém menos que Jessica Chastain para agarrar esse projeto com tanta vontade,garra e fome de trabalhar, porque acredito que essa sim, possa ser a nova Meryl Streep, pois não é qualquer uma que no primeiro ano como atriz consegue ser indicada a um Oscar de Atriz Coadjuvante por "Histórias Cruzadas", e no ano seguinte despontar como favorita ao Oscar de Melhor Atriz. Em "A Hora Mais Escura" Jessica entrega uma performace completa,que não tem estrelismo ou qualquer sinal de amadorismo. Todas as suas performaces até aqui, demonstram um nível único de concentração, sendo que em nenhum momento ela simula ou torna o personagem dramaticamente exagerado. Em todos os momentos, Jessica esta confiante do trabalho que esta fazendo, além de ter muita confiança no diretor que a dirige. No caso de "A Hora Mais Escura", a boa relação entre a diretora e a atriz torna o material mais instigante do que ja é.
O roteiro de Mark Boal, desperta os mesmos sentimentos que Chris Terrio despertou com o roteiro de "Argo", mas o final desse filme possui um impacto maior, porque em "Argo" nós ja sabemos como a história iria terminar, mas em "A Hora Mais Escura" não, tanto que no final do longa, ele nos emociona de um jeito diferente, deixando aquela terrível (ou não) dúvida.
Não va pensar que Jessica é a única nesse elenco. Além dela temos Jennifer Ehle (de "A Gifted Man") que causa muito impacto no pouco que aparece, e os interpretes dos militares estão (por incrível que pareça) muito cômicos, Chris Pratt e Joel Edgerston (o cara que atira em Osama) possuem um lado muito divertido que aliviam a tensão do filme.
"A Hora Mais Escura" é o meu filme favorito para levar o Oscar, mas infelizmente todas as calúnias promevidas por órgãos do governo e produtoras rivais, prejudicaram a escalada de uma obra prima contemporânea como essa aqui.
Nota: 10 - Excelente

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