Lola

Quem viu a versão original (o filme "Rindo à Toa") que tinha Sophie Marceau e Christa Theret nos papéis principais e era dirigido e escrito por Lisa Azuelos sabe que o original era uma visão muito sincera e divertida sobre o choque de idades,diferenças culturais e os extremos entre o mundo que a mãe viveu para o mundo que a filha esta vivendo. Resumindo,era uma versão deliciosa sobre o relacionamento entre mãe e filha numa época de libertades exacerbadas e forte globalização.
Mas como você ja sabe,se um filme faz sucesso fora da américa como esse aqui,"A Casa" do uruguai,a série israelense "Hatufim" que deu origem a premiadíssima "Homeland" e muitos outros,sabe que ja é de prache desses remakes da versão americana (quase) sempre errae no tom,assim como em "O Turista" que transformou "Anthony Zimmer - A Caçada" numa passarela para a sempre excelente Angelina Jolie mostrar suas qualidade."Lola" se transforma numa cópia indêntica ao original "Rindo à Toa",mas pera ai,isso não é uma coisa boa?
Lola (Miley Cyrus) é uma adolescente comum,tem melhores amigas,um namorado,um melhor amigo,uma mãe (Demi Moore) super preocupada e esta sempre conectada com os amigos através das redes sociais,até que numa briga infantil com seu namorado ela decide romper o namoro e "ir aos poucos" com seu melhor amigo. Mas num dia,ela escuta gemidos no vestiário que ela cisma ser de Kyle (seu melhor amigo) e de Ashley (sua principal inimiga),então como toda adolescente normal vai pra casa chorando em busca de um ombro amigo para lamentar o coração partido. No entando,no meio disso tudo,ela descobre que sua mãe esta tendo um caso com seu pai,que no qual eram divorciados,a mãe de Lola lê seu diario as duas discutem....e por aí vai.
Uma das coisas boas de "Rindo à Toa" era a belíssima Sophie Marceau que nunca decepciona, e o roteiro e direção de Lisa Azuelos que também era muito competente na função,mas aqui a única coisa boa é Demi Moore,que por mais que esteja em baixa,mesmo depois de ótimos filmes como "Margin Call - O Dia Antes do Fim" e "Amor Por Contrato" (que eu prefiro chamar pelo título original "The Joneses"),sabe como deixar os problemas de lado e entregar uma interessante e divertida atuação como a mãe moderna de Lola. Mas,a escolha do elenco de apoio,da protagonista e (irocamente) do tom do roteiro,não me agradaram,por isso vamos começar com o elenco de apoio: Douglas Booth (Kyle) mostra que como ator ele é um bom cantor,porque ele é daqueles que pensam que só porque possuem o fator beleza a seu favor,quer dizer que ele é um bom ator,e não,ele não é.Para esse papel seria melhor Chace Crawford (de "Gossip Girl" e "O Que Esperar Quando Você Está Esperando"),que mesmo não sendo o melhor ator da nova geração,dava conta do recado. George Finn,o namorado de Lola,não sabe o que é ser ator de cinema e muito menos como interpretar um papel,recomendo que ele continue com a série descartável da The CW "90210". Ashley Hinshaw é a melhor deste elenco atrás apenas de Demi Moore,porque essa atriz por mais que tenhas apenas 24 anos,é uma atriz que promete surpreender,mesmo podendo fazer mais que um filme como esse. Ashley Greene consegue me decepcionar a cada papel que faz,desde a terrível Alice de "Crepúsculo" até insosa participação na injustiçada "Pan Am" ela não consegue se estabelecer como uma boa atriz da nova geração. Aqui,ela só piora sua situação e a do filme,fazendo uma interpretação perdida,sem graça e completamente caricata,porque mesmo sendo uma jovem adulta,ela não consegue fazer um papel tão fácil desse: uma adolescente ofericida,ou na linguagem popular,uma vadia. O roteiro,não se pode reclamar que Lisa não adaptou bem o roteiro do original para esse aqui,mas o que me frustou é que o roteiro deste filme aqui é praticamente igual ao original,parece que a história se passava novamente na França,parece que a escola era a mesma e ate mesmo a cenografia da casa era a mesma,esperava ver a versão de "Rindo à Toa" americana,mostrar a diferença de educação entre os dois países,mostrar a cultura diferente,mas não,a equipe preferiu fazer a mesma coisa do outro filme com atores americanos. Mas o pior mesmo,fica a cargo (como sempre) de Miley Cyrus,que ironicamente é a atriz certa para o papel,o problema é que a senhorita Cyrus não sabe atuar,porque assim como ela estragou "A Última Música" ela estraga este filme aqui,nem mesmo o talento indiscutível de Demi Moore recupera o desastre que a Hannah Montana fez.
Com tanta bagunça,você deve estar se perguntando se deve mesmo assistir "Lola",indico que você assista "Rindo à Toa" e depois assista "Lola" para comparar os dois filmes e dizer que eu estou certo e também para prestigiar o talento e a beleza de Demi Moore.
Nota: 6,5

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