A Viagem

Para dirigir esse "épico" moderno,a Warner Bros. chamou os irmãos Wachowski que fizeram uma exagerada e sensacionalista trilogia "Matrix",mas que dirigiam com maestria,e Tom Tykwer que dirigiu o fenomemal "Corra,Lola,Corra". Felizmente deram muito certo ao tratar (não diretamente) de um tema que o brasileiro conhece muito e adora,o espirítismo,que só para deixar bem claro,não é um filme espírita,só trata de uma maneira não tão "religiosa" ou tão cética. O que funciona muito bem, é atingir desde a platéia cética (como eu) até a fervorosa como a audiência que aplaudiu "Chico Xavier" e "Nosso Lar".
Aqui temos vários histórias,que vão desde a época das grandes navegações até um futuro distante,onde a China e/ou Japão dominam o mundo,passando pelas corrupções de 2012 e o período das grandes composições inglesas. Contar a história de todos os personagens seria suicídio meu,porque além de faze-lo parar de ler,você nunca iria querer conferer esse longa maravilhoso.
É impossível dizer que tal ator estava melhor,até porque cada um tem no mínimo uns quatros personagens, então como de costume vamos elogiar um por um: a bela Halle Berry pode fazer trabalhos ruins como "Maré Negra",mas a proeza de fundir seu talento com uma beleza inabalável isso ela não perderá nunca,mesmo que faça uma nativa,uma jornalista ou um ser evoluido,ela da conta e mostra porque deve ser considerada uma atriz completa,até porque qual grande atriz não da um deslize de vez em quando? Tom Hanks como ator ja foi excelente,hoje ele continua tão bom quanto,mas tendo em vista que seus trabalhos como produtor foram "Game Change" e "The Pacific", hoje prefero Sr. Hanks como diretor e produtor,mesmo que como ator ele continue ótimo. Jim Broadbent parece estar querendo dar um up na carreira,porque depois do uma brilhante interpretação em "A Dama de Ferro" ele nos entrega outra digna interpretação do ator que venceu o Oscar por "Iris",tomara que ele traga mais ótimos trabalhos e venha para ganhar seu segundo Oscar. Hugo Weaving é tão versátil, que no mesmo filme ele nos consegue ser cômico e detestável,dois sentimentos que são considerados antíteses. E como sempre,esta soberbo em cena.
Jim Stugerss mostra que é muito melhor que um personagem mau escrito em "Um Dia",ele mostra que ainda sera um grande ator um dia. Se ja não é. Com certeza vamos continuar acompanhando seu trabalho,até porque queremos ve-lo vencer um Oscar. Susan Sarandon continua muito mal aproveitada,e aqui enquanto a maioria dos seus colegas tinham uns sete personagens,ela tinha apenas quatro que infelizmente nem chamavam a atenção,até mesmo Hugh Grant que terá que suar muito para conseguir sua credibilidade depois do escândalo com as prostitutas ganhou mais personagens que Susan.
A direção esta impecável,sabe como dirigir um elenco gigantesco,sabe o que quer,sabe editar e (principalmente) não deixa o filme cansado,o que para um filme de quase três horas de duração, é algo essencial. O roteiro, mesmo que se perda em alguns pontos e em certor momentos perde a ideia principal,principalmente quando fala da nação desevolvida oriental,ele (o roteiro) consegue construir bons diálogos e bons personagens,não deixando em nenhum momento o espectador enjoar ou achar o personagem ou a cena chato (coisa que  hoje, o material tem que ser muito bom para que isso não aconteça).
Temos aqui um épico moderno, cheio de grandes e excelentes estrelas que elevam o filme a um patamar de puro entretenimento. E a incrível trilha sonora,os desnumbrantes efeitos visuais,os figurinos caprichados,a edição e mixagem de som que não deixam a desejar e uma direção de arte descolada, ajudam a tornar o filme um dos melhores do ano.
Obs: Não é um filme espírita e infelizmente foi esnobado do Oscar.
Nota: 10

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